O ouro fechou em queda, ainda que próximo da estabilidade, na sessão desta segunda-feira, 11, com o mercado cauteloso acompanhando os desdobramentos das negociações entre os Estados Unidos e o Irã para o fim da guerra.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 0,04%, a US$ 4.728,70 por onça-troy.

Já a prata para julho fechou em alta forte de 6,3%, a US$ 85,948.

O metal dourado chegou a perder 1%, mas diminuiu as perdas ainda durante a manhã, conforme o petróleo reduzia os ganhos, apesar da falta de avanços significativos nas negociações para o encerramento do conflito.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que é "totalmente inaceitável" a resposta de Teerã à proposta estadunidense e que o cessar-fogo entre os dois países está fragilizado. Por sua vez, o Irã retrucou e afirmou que a proposta não é excessiva.

Em meio ao cenário, as pressões inflacionárias levam o mercado a precificar juros mais elevados por mais tempo, o que é negativo para investimentos que não geram rendimentos como o ouro, afirma o MUFG. "Dados robustos" do mercado de trabalho dos EUA também reforçam as expectativas de taxas mais altas, ainda segundo os analistas. A expectativa agora é pelo o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que será divulgado na terça-feira e também pode movimentar as expectativas para a política monetária do país.

Contudo, o ING ainda prevê que o ouro alcance o patamar de US$ 5 mil até o fim do ano, mesmo com as incertezas geopolíticas elevando a volatilidade. "A movimentação de preços no curto prazo ainda pode ser dominada por forças macroeconômicas", como os rendimentos, o dólar e a política monetária, afirmam os analistas. "Assim que esses fatores adversos começarem a diminuir, o suporte do ouro deverá se reafirmar", concluem.

*Com informações de Dow Jones Newswires