O dólar abriu esta terça-feira, 26 em alta, mas perdeu força e testa queda, com mínima a R$ 5,0146 no mercado à vista por volta das 9h30. O ajuste de baixa pode estar refletindo entrada de fluxo comercial diante da valorização de 3% do petróleo Brent, após ataque dos EUA no sul do Irã, que burla o cessar-fogo e traz incerteza sobre as negociações entre americanos e iranianos para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir totalmente o Estreito de Ormuz.

Lá fora, a moeda americana recua ante pares fortes e sobe majoritariamente em relação a outras moedas emergentes ligadas a commodities pares da brasileira. Os juros futuros mostram viés positivo, refletindo cautela com a inflação de energia, mas limitado pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries.

Nesta terça, a Guarda Revolucionária do Irã disse que detectou incursão aérea dos EUA no Golfo, derrubou um drone MQ-9 e afirmou ter forçado um RQ-4 e um F-35 a sair do espaço iraniano (sem confirmação dos EUA). Alertou que qualquer violação do cessar-fogo terá resposta. Já o Centcom americano informou ter feito ataques "de autodefesa" no sul do Irã, e Khamenei ameaçou bases americanas na região.

No Brasil, o déficit em conta corrente somou US$ 1,765 bilhão em abril, pior que a mediana das projeções, de saldo negativo de US$ 100 milhões. Em 12 meses até abril, o rombo acumulado chegou a US$ 64,333 bilhões (2,66% do PIB). Já o Investimento Direto no País (IDP) atingiu US$ 8,912 bilhões, acima do teto das estimativas de US$ 6,5 bilhões e da mediana de US$ 5,5 bilhões. Em 12 meses, o IDP totalizou US$ 79,201 bilhões (3,28% do PIB).

O fluxo cambial total do País está negativo em US$ 1,462 bilhão em maio, até a última quinta-feira, 21, informou o Banco Central. O fluxo financeiro é negativo em US$ 6,811 bilhões, e o comercial, positivo em US$ 5,348 bilhões.

O Índice de Confiança da Construção ficou estável em 92,6 pontos em maio, informou a FGV. Com o resultado, o indicador cresceu 0,3 ponto na média móvel trimestral, atingindo 92,9 pontos.