As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram superávit primário de R$ 25,198 bilhões em abril, após um resultado negativo de R$ 73,783 bilhões em março, informou o Tesouro nesta quinta-feira, 28.
O resultado primário do mês passado foi maior do que o registrado em abril de 2025, quando o saldo nas contas do Governo Central foi positivo em R$ 18,195 bilhões.
Esse foi o melhor resultado para meses de abril desde 2022, quando houve superávit de R$ 34,508 bilhões.
O superávit de abril foi maior do que a mediana das previsões do mercado financeiro na pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado positivo de R$ 24,7 bilhões. As estimativas do mercado, todas de superávit, variavam de R$ 19,5 bilhões a R$ 27,7 bilhões.
Receitas e despesas
As despesas do Governo Central cresceram 3,3% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 6,0%, na mesma base de comparação.
No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 278,823 bilhões, o maior resultado para meses de abril desde 2000, segundo dados da Receita Federal.
Detalhamento
As contas do Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, tiveram superávit primário de R$ 58,287 bilhões em abril, informou o órgão nesta quinta-feira.
A Previdência Social teve déficit primário de R$ 33,089 bilhões em abril.
Isoladamente, o Banco Central teve déficit de R$ 187 milhões.
Acumulado
O Governo Central teve superávit primário de R$ 8,677 bilhões no acumulado de 2026 até abril. No mesmo período de 2025, o resultado era positivo em R$ 73,188 bilhões, sem correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas tiveram alta real de 14,2% na soma do ano, enquanto as receitas totais subiram 4,0% acima da inflação.
No acumulado de 12 meses até abril, o déficit primário do Governo Central somou R$ 130,6 bilhões, o equivalente a 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somaram 17,75% do PIB, e as discricionárias, 1,73%.
A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.
No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre, divulgado na semana passada, o governo aumentou a estimativa de superávit primário de 2026, já considerando as exceções para o cumprimento da meta, de R$ 3,5 bilhões, estimado no primeiro relatório, para R$ 4,1 bilhões. Sem deduzir R$ 64,4 bilhões de exceções, o resultado esperado para o ano é negativo em R$ 60,3 bilhões.
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