A independência do Federal Reserve (Fed) ainda está em risco, e a preservação da autonomia da instituição depende do apoio contínuo de eleitores e parlamentares, disse a chefe do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, nesta quinta-feira, 28.
Em discurso para banqueiros centrais de países francófonos no Camboja, Lagarde afirmou que a capacidade dos formuladores de políticas de tomar decisões que possam desagradar o governo está sob ameaça crescente, à medida que uma série de choques eleva os preços, mesmo quando desacelera o crescimento.
Desde que voltou ao poder, no ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou, de forma mais sistemática do que qualquer antecessor, dobrar o Fed à sua vontade e criticou frequentemente a liderança da instituição por não reduzir os juros mais rapidamente.
Os banqueiros centrais saudaram a nomeação de Kevin Warsh como novo presidente do Fed, mas Lagarde disse que a luta não acabou. "A questão não está resolvida, mas podemos ver claramente o mecanismo em ação: onde existe credibilidade, defender a independência não recai apenas sobre os ombros do banco central", afirmou a presidente do BCE.
Lagarde disse ainda que a independência da autoridade monetária pode ser garantida com o foco no controle da inflação, mesmo quando há um custo econômico para fazê-lo. "A estabilidade de preços deve permanecer o objetivo principal e deve ser defendida mesmo que haja um custo real e imediato."
A dirigente afirmou também que os formuladores de políticas devem tomar decisões que se conectem com o objetivo de domar a inflação, se quiserem manter o apoio das famílias. "O ancoramento das expectativas de inflação depende de as famílias estarem convencidas de que o banco central fará o que diz", afirmou. "É nesse espaço que a credibilidade é conquistada e também onde pode ser perdida mais rapidamente, quando decisões e palavras não estão mais alinhadas."
Lagarde disse que a independência também está sendo ameaçada pelos níveis crescentes de dívida pública, já que um banco central que eleva os juros para combater a inflação pode impor custos adicionais sobre déficits orçamentários já amplos. "Os marcos legais não podem salvaguardar a independência quando as trajetórias fiscais se tornam insustentáveis", afirmou. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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