O Banco Central atualizou, no Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira, 25, a trajetória esperada para a inflação. A autarquia espera que o IPCA acumulado em 12 meses continue acima do centro da meta, de 3%, até pelo menos o quarto trimestre de 2028- o último período disponível.

No cenário de referência, a inflação em 12 meses fecha o segundo trimestre em 4,8%, permanecendo nesse patamar de 4,8% no terceiro e encerra 2026 em 5,2%.

O BC também espera que a inflação acumulada em 12 meses atinja 4,6% no primeiro trimestre de 2027, siga para 4,0% no segundo, vá para 4,1% no terceiro e encerre o ano em 3,7%. O quarto trimestre de 2027 é o atual horizonte relevante da política monetária.

Em seguida, projeta que a inflação acumulada irá para 3,2% no primeiro trimestre de 2028, siga em 3,2% no segundo, 3,1% no terceiro e também 3,1% no fim do ano - última estimativa disponível.

Nas aberturas por categorias, o BC espera que a inflação de preços livres acumulada em 12 meses some 5,3% no fim de 2026, 3,7% no fim de 2027 e 3,1% no fim de 2028. Para os preços administrados, a autarquia vê alta de 4,7%, 3,9% e 3,3% nos períodos, respectivamente.

As projeções para os anos fechados de 2026 e 2027 já haviam sido divulgadas no comunicado da reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom), publicado no último dia 17.

Segundo o relatório, as projeções de inflação até o horizonte relevante elevaram-se

consideravelmente em relação ao RPM anterior, enquanto as projeções para os trimestres de 2028 sofreram revisão pequena.

Sobre 2028, o BC diz que "a normalização dos preços relativos de alimentos, após alta causada pelo El Niño, e uma trajetória de juros real mais alta que a considerada no RPM anterior contribuíram para contrabalançar o efeito dos vetores para revisão de alta".