Vice-presidente do BoJ vê risco de a inflação subjacente no Japão acelerar acima da meta de 2%
Existe o risco de que a inflação subjacente no Japão possa acelerar acima da meta de 2% estipulada pelo Banco do Japão (BoJ), na visão do vice-presidente da instituição Shinichi Uchida. Segundo o dirigente, o BoJ continuará a aumentar as taxas de juros dependendo das condições econômicas, de preços e financeiras do país. Uchida se manifestou nesta terça, 16, após o anúncio da elevação da taxa básica de juros de 0,75% para 1% ao ano.
Uchida também disse que os riscos de uma possível alta dos preços no país estão se materializando "até certo ponto".
O vice-presidente do BoJ afirmou ainda que a instituição observará os efeitos do conflito no Oriente Médio na economia japonesa, embora tenha ressaltado que diminuíram os riscos de uma desaceleração econômica significativa causada pela guerra. No domingo, 14, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz.
Uchida disse também que a instituição conduzirá operações flexíveis no mercado de títulos da dívida pública do Japão, os JGBs, em caso de forte alta dos rendimentos. O dirigente ainda comentou que o ciclo positivo de salários e preços está funcionando de forma bastante tranquila no Japão.
Com relação às flutuações cambiais, elas tendem a afetar os preços com mais facilidade do que no passado, na visão do vice-presidente do BoJ. "Os movimentos do iene são um fator importante que afeta a economia e os preços", afirmou.
Segundo Uchida, as condições financeiras permanecem favoráveis no Japão, a despeito do aumento dos juros. O dirigente ainda demonstrou sintonia com a gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi, ao dizer que há alinhamento entre a política monetária do BoJ e a política econômica do governo.
*Com informações de Dow Jones Newswires.