O presidente nacional do PSD e pré-candidato à vice-presidência da República, Gilberto Kassab, defendeu a necessidade de uma reforma administrativa no Brasil, mas disse que não é preciso que seja "muito rigorosa".

As declarações ocorreram durante um almoço promovido pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, em Brasília, nesta quarta-feira, 1º. Na ocasião, parlamentares debateram o tema "Compromissos para um Brasil competitivo". Mais cedo, Kassab foi anunciado pré-candidato a vice-presidente da República na chapa de Ronaldo Caiado, também do PSD e ex-governador de Goiás.

"Com uma reforma administrativa bem feita, e não precisa ser muito rigorosa não, com um corte dos privilégios e dos subsídios que não precisam existir, nós vamos chegar, sem muito esforço, num número de um trilhão e meio de reais, quase dois trilhões de reais. Mas os governos não têm tido coragem para fazer", declarou Kassab a parlamentares e representantes de entidades empresariais.

Kassab também reconheceu que faltam recursos ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas disse que esses recursos não podem vir do aumento da carga tributária. O pré-candidato a vice de Caiado disse ainda que a chapa tem "condições tranquilas" para assumir todos os compromissos reivindicados pela Frente Parlamentar.

Durante o evento, o presidente do PSD recebeu da frente um documento com sete metas, relacionadas a finanças públicas sustentáveis, governança regulatória, capital humano, eficiência da matriz logística, energia competitiva e acessível, segurança pública e mercados ilegais e transformação digital.

Em seu discurso, Kassab também disse observar uma "crise" no Brasil, sobretudo no campo moral. "Hoje, nós vivemos uma crise, uma dimensão inimaginável, que prevalece principalmente no campo moral. Hoje, eu falo isso com muita tristeza, mas, se a gente não colocar o dedo na ferida, nós não vamos encontrar as soluções que a gente quer."