Os Estados Unidos se recusaram a renovar o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês) em sua forma atual durante a revisão conjunta realizada nesta quarta-feira, 1º de julho, abrindo um novo ciclo de negociações com os dois parceiros comerciais da América do Norte. Em comunicado, o representante comercial americano (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o tratado "não foi renovado", mas ressaltou que ele permanece em vigor enquanto as partes negociam mudanças ou até uma eventual rescisão.
Segundo o USTR, os três países participaram de uma reunião virtual prevista no próprio acordo para avaliar seu funcionamento. "Os Estados Unidos não concordaram em renovar o USMCA em sua forma atual. Como resultado, o USMCA não foi renovado", disse Greer. O governo americano afirmou que continuará negociando com México e Canadá para corrigir o que considera "deficiências" do acordo e reduzir os déficits comerciais com os dois países. Ele também confirmou uma terceira rodada de negociações bilaterais com o México na semana de 20 de julho.
Apesar da decisão, o acordo segue válido. Pelas regras do USMCA, caso não haja consenso para sua renovação, as negociações podem prosseguir até o fim da vigência atual, em 2036. Além disso, qualquer um dos membros pode deixar o tratado mediante aviso prévio de seis meses.
A expectativa do mercado já era de que o governo Donald Trump utilizasse o processo de revisão para pressionar México e Canadá por mudanças, sobretudo nas regras para o setor automotivo, incluindo o aumento do conteúdo regional exigido para veículos e uma participação mínima da produção nos Estados Unidos. Segundo Jim Wiesemeyer, da Ag Bull, embora a indústria automobilística seja o foco imediato, a reabertura do USMCA pode transformar outros temas, como o acesso ao mercado agrícola, em moeda de troca nas negociações.
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