O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, reforçou nesta quarta-feira (15) que o banco central decidirá se a inteligência artificial (IA) será ou não inflacionária, apontando uma visão otimistas para a nova tecnologia.

Em audiência na Comissão de Assuntos Bancários do Senado, Warsh admitiu que a IA pode criar turbulência no mercado de trabalho agora, pois há impacto mais rápido na demanda do que na oferta, mas que, no curto prazo, o investimento em IA será bom para a geração de empregos. "A longo prazo, acredito que IA contribuirá para melhorar salários e emprego", acrescentou.

De acordo com ele, o mercado de trabalho está estável, o desemprego baixo e uma variação pontual nos preços por causa da IA não é necessariamente inflacionária. Warsh também comentou que tem solicitado acesso a uma série de novos modelos de IA para uso do Fed.

Questionado sobre a independência da instituição monetária, ele evitou falar sobre conversas que teve com o presidente dos EUA, Donald Trump: "não tenho nada a dizer sobre se conversei com Trump", mas "manteria a cabeça baixa e continuaria minha missão se ele tentasse influenciar as políticas".

À respeito do balanço patrimonial do BC, Warsh reforçou sua visão de que gostaria de um balanço mais enxuto e eficiente. "Balanço patrimonial deve ser o menor possível e pode aumentar em caso de crises", explicou.