O Morgan Stanley registrou lucro líquido de US$ 5,58 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 58% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido por ação (EPS) avançou para o recorde de US$ 3,46, ante US$ 2,13 um ano antes, superando as projeções de analistas consultados pela FactSet, de US$ 2,93.
A receita líquida também atingiu um recorde de US$ 21,35 bilhões, crescimento anual de 27%, acima das expectativas, de US$ 19,68 bilhões.
As provisões para perdas com crédito caíram pela metade na comparação anual, para US$ 98 milhões. Já as despesas operacionais cresceram 16%, para US$ 13,9 bilhões, refletindo maiores gastos com remuneração e custos ligados à execução das operações.
As receitas de banco de investimento cresceram 58%, impulsionadas pelo aumento das operações de fusões e aquisições, emissões de ações e de dívida. A área de ações registrou receita recorde de US$ 6,3 bilhões, alta de 69%, beneficiada pela forte atividade dos clientes, enquanto a renda fixa avançou 13%.
A unidade de Wealth Management também alcançou receita recorde, de US$ 8,86 bilhões, alta de 14%, apoiada por maiores taxas de administração, maior atividade dos clientes e expansão da receita líquida de juros. A divisão captou US$ 148,1 bilhões em novos ativos líquidos no trimestre, elevando o total de ativos de clientes das áreas de Wealth Management e Investment Management para US$ 10 trilhões pela primeira vez.
O conselho do Morgan Stanley autorizou um novo programa de recompra de ações de até US$ 20 bilhões, sem prazo de expiração, e elevou o dividendo trimestral em 15 centavos, para US$ 1,15 por ação. Durante o trimestre, o banco recomprou US$ 1,5 bilhão em ações próprias.
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