O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta sexta-feira, 17, em São Paulo, que a consolidação da economia brasileira nos últimos meses dá ao governo condição de proteger a população de choques externos. Como exemplo, citou a atuação recente no mercado de combustíveis, com a retirada temporária da tributação do diesel por dois meses e um acordo com os Estados para dividir custos relacionados à importação e ao ICMS, medida que, segundo ele, também teve duração limitada para evitar maior ônus aos governos estaduais.

Durigan fez esta e outras afirmações durante coletiva que convocou para, mais especificamente, tratar do trabalho que o governo brasileiro vem desempenhando para tentar rever o tarifaço e mitigar parte do seu efeito sobre empresas brasileiras. Além das tarifas norte-americanas, o ministro mencionou que a Fazenda monitora, no curto prazo, os efeitos da guerra envolvendo o Irã e seus possíveis desdobramentos para a economia brasileira. Ele afirmou que, diante da "resiliência" do País, o governo poderá prover medidas consideradas necessárias para mitigar impactos.

O ministro aproveitou também a coletiva para dizer que o programa Desenrola tem apresentado resultados positivos, afirmando que uma economia mais forte tende a se traduzir em benefícios para as famílias brasileiras.

"Falta de racionalidade e razoabilidade nas tarifas dos EUA", disse Durigan relembrando que o Brasil tem déficit na balança comercial com os Estados Unidos. Para o ministro, o que houve foi uma espécie de punição geral ao Brasil com tarifas dos EUA. "Mas como o Brasil tem razão sobre tarifas dos EUA, não pode abaixar a cabeça. Temos feito uma série de esforços para reverter as tarifas e estamos em um bom caminho para proteger empresas do tarifaço", reiterou o ministro.

Ao dizer que a participação dos EUA na balança comercial brasileira tem diminuído, Durigan explicou que uma reversão das tarifas seria boa não só para o Brasil, mas também para a economia norte-americana.

O fato, de acordo com o ministro, é que os argumentos comerciais utilizados pelos EUA para justificar o tarifaço são falsos. Ele disse que tem uma série de viagens para participar de fóruns internacionais e que levará a esses eventos a insatisfação do Brasil em relação às tarifas aplicadas pelos EUA.