Os preços médios do etanol hidratado caíram em 17 Estados, subiram em seis Estados e no Distrito Federal (DF) e ficaram estáveis em outros dois na semana passada. No Amapá, onde a cotação ficou em R$ 5,81 o litro, não havia dado da semana anterior para comparação. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol ficou estável, a R$ 4,06 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço caiu 0,26%, para R$ 3,77 o litro.
A maior alta porcentual foi registrada no Acre, onde o litro do etanol avançou 25%, para R$ 6,39. A maior queda ocorreu no Pará, com recuo de 2,07%, para R$ 4,74 o litro.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,94 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,59 o litro, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,75 o litro, foi registrado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 6,59 o litro.
Competitividade
O etanol estava mais competitivo em relação à gasolina em oito Estados e no Distrito Federal na semana passada. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 61,70% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. Os dados se referem ao período de 12 a 18 de julho.
A paridade era de 68,88% na Bahia; 63,92% no Distrito Federal; 64,51% em Goiás; 55,15% em Mato Grosso; 60,78% em Mato Grosso do Sul; 64,96% em Minas Gerais; 62,93% no Paraná; 69,34% em Santa Catarina e 58,63% em São Paulo.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.
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