Dólar tem ajustes contidos em dia de agenda esvaziada e à espera de novos gatilhos

Por Fernanda Bompan

O dólar à vista abriu a sessão desta segunda-feira (20) com leves oscilações, negociado entre os níveis de R$ 5,08 e R$ 5,11, em um dia de agenda econômica doméstica esvaziada, tendo como principal destaque o boletim Focus. Os investidores seguem acompanhando os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã e as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

O boletim Focus mostrou poucas alterações nas expectativas do mercado. A mediana para o IPCA de 2026 passou de 5,16% para 5,15%, permanecendo acima do teto da meta de inflação. A estimativa para a Selic no fim de 2026 foi mantida em 14,00%, enquanto a projeção para o crescimento do PIB seguiu em 1,99%. Às 11h40, o dólar à vista recuava 0,49%, cotado a R$ 5,0861, após mínima de R$ 5,0822 (-0,56%) e máxima de R$ 5,1152 (+0,07%).

No exterior, relatos de que o Irã recebeu propostas de mediadores para o conflito com os Estados Unidos reduziram parcialmente a aversão ao risco, sem eliminar as incertezas em torno do cenário geopolítico. Após superar US$ 91 por barril durante a madrugada, os contratos futuros do petróleo perderam força e passaram a oscilar próximos da estabilidade nesta manhã, refletindo a expectativa de uma possível retomada das negociações entre Washington e Teerã. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo da estabilidade.

Ao longo da semana, os investidores acompanham ainda a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Expert XP 2026, além dos desdobramentos das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, diante da possibilidade de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

Na sexta-feira, 17, o dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,1112, após oscilar entre a mínima de R$ 5,1053 e a máxima de R$ 5,1334.