Dólar oscila pouco na abertura com alívio externo e queda do petróleo
O dólar à vista abriu esta semana com leves oscilações em torno de R$ 5,08, refletindo um ambiente externo mais favorável aos ativos de risco, mas sem uma direção clara para a moeda brasileira. O recuo do dólar no exterior e a valorização de parte das moedas emergentes favoreceram a divisa brasileira no início dos negócios, enquanto a forte queda do petróleo retirou parte do suporte que vinha beneficiando o real nos últimos dias.
A perspectiva de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu a demanda global por ativos considerados seguros. Com isso, o petróleo devolve parte da forte valorização registrada na semana passada, embora ainda permaneça em queda superior a 5%. Ao mesmo tempo, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, opera próximo da estabilidade.
No Brasil, o ambiente externo mais favorável tende a compensar, ao menos parcialmente, a perda do efeito positivo proporcionado pelo petróleo sobre os termos de troca. Na semana passada, o real foi a segunda moeda emergente de melhor desempenho, atrás apenas do peso colombiano, favorecido pela alta da commodity e pelo diferencial de juros domésticos, que continua atraindo operações de carry trade.
Na agenda doméstica, o mercado repercute o Boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 27, que manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 no fim de 2026 e elevou marginalmente a estimativa para 2027, de R$ 5,28 para R$ 5,29. A mediana para o IPCA de 2026 recuou de 5,15% para 5,12%, enquanto a expectativa para a Selic no fim do próximo ano permaneceu em 14%.
Os investidores também acompanham uma semana carregada de eventos, com destaque para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, 29, além da divulgação do IPCA-15, da Pnad Contínua e do Caged no Brasil.
Na sexta-feira passada, 24, o dólar à vista recuou 0,06%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,0809. Com isso, acumulou queda de 0,59% na semana, e de 1,59% em julho até o dia 24.