As seguradoras arrecadaram R$ 207,12 bilhões no primeiro semestre, o que representa uma alta nominal de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dado divulgados nesta segunda-feira, 10, pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em termos reais, descontada a inflação do período, houve recuo de 3,67%.

Considerando apenas o mês de junho, a arrecadação somou R$ 34,23 bilhões, uma expansão de 13,4% em relação a igual mês do ano passado e de 2,8% ante maio de 2026.

Apenas no segmento de seguros (que engloba danos e pessoas, mas exclui os planos de acumulação VGBL), as receitas somaram R$ 113,9 bilhões de janeiro a junho, alta de 6,5% contra igual intervalo do ano passado.

O seguro Auto, principal motor do segmento de danos, movimentou R$ 30,7 bilhões em prêmios, crescimento nominal de 6,3%. Por outro lado, o seguro Rural registrou retração de 3,6%, somando R$ 5,95 bilhões, em meio à pressão causada por cortes na subvenção pública e volatilidade no agronegócio.

No ramo de pessoas, o seguro vida registrou incremento anual de 10,3% no acumulado até junho, a R$ 20 bilhões, enquanto o prestamista cresceu 19,2%, a R$ 12,44 bilhões.

Nos produtos de previdência e acumulação, as contribuições até junho atingiram R$ 77,7 bilhões, um recuo de 5,6% em termos nominais. O desempenho da categoria seguiu impactado pelo comportamento dos planos VGBL, cujas contribuições somaram R$ 69,8 bilhões, baixa anual de 7,1%. O segmento segue impactado pelas mudanças nas regras do IOF, com incidência sobre aportes superiores a R$ 600 mil por ano.

Já a área de Capitalização registrou receitas de R$ 15,6 bilhões de janeiro a junho, contração nominal de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado do primeiro semestre do ano, o setor segurador retornou à sociedade R$ 126,2 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios, uma queda nominal de 3,9% no comparativo anual.

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