A S&P Global Ratings reafirmou os ratings soberanos de crédito da China em A+ no longo prazo e A-1 no curto prazo, tanto em moeda estrangeira quanto em moeda local, e manteve a perspectiva estável, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira, 28.

A agência avalia que a economia chinesa deverá crescer 4% ou mais ao ano nos próximos um a dois anos, sustentada por maior apoio fiscal e por ganhos de produtividade em diversos setores. A S&P projeta expansão do PIB de 4,4% em 2026 e 2027.

Ao mesmo tempo, a S&P observa que a demanda doméstica tende a permanecer fraca, em meio à crise prolongada do mercado imobiliário e ao consumo contido, o que pode manter déficits fiscais elevados no curto prazo.

A perspectiva estável, segundo a agência, reflete a visão de que a China deve voltar a um crescimento "autossustentável" acima de 4%, com continuidade do suporte fiscal, embora a S&P espere que o aumento anual da dívida líquida do governo geral fique abaixo de 6% do PIB de forma consistente.

No cenário negativo, a S&P pode rebaixar os ratings se concluir que o governo recorrerá, nos próximos três a quatro anos, a estímulos fiscais significativamente maiores do que o esperado, mantendo o aumento anual da dívida perto ou acima de 6% do PIB. Já um eventual cenário positivo dependeria de uma consolidação fiscal mais rápida, com crescimento da dívida inferior a 4% do PIB por ano de maneira sustentada, além de melhora na previsibilidade das políticas e menor probabilidade de mudanças abruptas de direção.

A agência também destaca a capacidade do país de amortecer choques externos, citando estoques estratégicos e investimentos em diversificação, ao mesmo tempo em que aponta a transição em curso para segmentos como alta tecnologia, segurança energética e manufatura avançada.