O ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, se recusou nesta sexta-feira, 28, a definir uma data para atingir a meta de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) para gastos em defesa, que ele anteriormente insistia que deveria ser alcançada até 2030.
Segundo o The Guardian, o ministro postergará a definição de quando o Reino Unido atingirá a meta até a revisão de gastos do próximo ano. Fontes do Tesouro confirmaram que, em vez disso, o foco no primeiro orçamento de Healey, previsto para 28 de outubro, seria financiar totalmente o plano de investimento em defesa.
Healey renunciou ao cargo de secretário de defesa em junho deste ano, sob a liderança de Keir Starmer, acusando o primeiro-ministro de ser "incapaz" e o Tesouro de "não querer" "comprometer os recursos que a nação precisa para defender o país".
O aumento dos gastos britânicos com defesa ocorre em meio à redução do efetivo militar dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), sob a gestão do presidente Donald Trump. Segundo o The Telegraph, os EUA ameaçaram se opor à soberania do Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas se o premiê britânico Andy Burnham não aumentasse os gastos com defesa.