El-Erian questiona intervenção no iene após relatos de intervenção conjunta Japão-EUA

Por Patricia Lara

A intervenção para dar sustentação ao iene é sustentável? Esse é o questionamento do Professor de Prática do Departamento de Gestão da Wharton School e ex-CEO da gestora Pimco, Mohamed El-Erian, após os movimentos da moeda japonesa em meio a relatos de dupla intervenção cambial.

"À medida que a valorização inicial do iene (após a intervenção de US$ 50 bilhões das autoridades japonesas) começou a perder força, os EUA intervieram com uma ajuda no final da sexta-feira, a segunda nas últimas 24 horas", escreveu El-Erian em registro no X.

Por volta das 16h50 (de Brasília) desta sexta-feira, o dólar era negociado a 159,07 ienes, ante o patamar de 159,33 ienes na quinta-feira perto desse mesmo horário. O iene chegou a ganhar mais fôlego mais cedo, quando o dólar chegou a recuar à mínima de 157,20 ienes nesta sexta-feira. O dólar chegou a se valorizar a 160,88 ienes na cotação máxima da sessão, segundo cotações do terminal da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

O Japão e o Tesouro americano teriam atuado no mercado com compras de ienes e pedido de cotações da moeda, segundo a Bloomberg, enquanto o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, teria afirmado que o iene está subavaliado e que o excesso de volatilidade não seria saudável.