O BBVA registrou lucro líquido atribuível de 3,015 bilhões de euros no terceiro trimestre de 2026, alta de 19,1% em relação aos 2,531 bilhões de euros apurados em igual período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 29. O lucro por ação avançou de 0,42 euro para 0,52 euro, enquanto analistas consultados pela FactSet esperavam lucro marginalmente maior, de 0,53 euro por ação.

A receita bruta do banco espanhol cresceu 19,9% na comparação anual, a 10,913 bilhões de euros, abaixo da estimativa de 10,778 bilhões de euros da FactSet. A margem financeira, que corresponde à receita líquida com juros, aumentou 21,7%, para 8,079 bilhões de euros, enquanto as receitas líquidas com tarifas e comissões subiram 13,4%, a 2,337 bilhões de euros.

O desempenho foi impulsionado pela expansão das operações de crédito na Espanha e no México, onde os empréstimos cresceram 7,3% e 12%, respectivamente, em termos anuais e a câmbio constante. As receitas com operações financeiras avançaram 12,3%, para 596 milhões de euros.

Por outro lado, as despesas operacionais aumentaram 16,6%, a 4,168 bilhões de euros, enquanto as perdas por deterioração de ativos financeiros cresceram 24,3%, para 1,947 bilhão de euros. Na comparação com o segundo trimestre, o lucro líquido recuou 1,5%.

Nos nove primeiros meses de 2026, o BBVA acumulou lucro de 9,066 bilhões de euros, crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025. O índice de capital principal CET1 ficou em 12,21% ao fim de setembro, ante 12,41% em junho, em base pro forma.