A taxa média de juros no crédito livre subiu de 48,5% em agosto para 49,0% em setembro, informou o Banco Central nesta quinta-feira, 29. Em setembro de 2025, a taxa era de 45,8%.

O juro médio do crédito livre para pessoas físicas oscilou de 61,8% para 62,4%. A taxa cobrada das empresas subiu de 24,0% para 24,4%.

Cheque especial

A taxa do cheque especial subiu de 136,3% para 139,0%. O juro médio do crédito pessoal sem consignação passou de 110,4% em agosto para 110,9%.

A taxa média do crédito especial consignado passou de 29,0% para 28,5%.

Veículos

O juro médio no crédito para aquisição de veículos passou de 26,4% para 26,2%.

A taxa média no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), oscilou de 32,2% para 32,4%. Em setembro de 2025, estava em 31,5%.

ICC

O Indicador de Custo de Crédito (ICC) passou de 24,2% para 24,3%. O índice mostra o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque.

Na prática, reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

Spread

O spread médio das operações de crédito livre subiu de 34,7 pontos porcentuais em agosto para 35,5 pontos em setembro, informou o Banco Central. A métrica representa a diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o que é efetivamente cobrado dos clientes finais.

O spread médio no segmento de pessoa física subiu de 47,6 pontos porcentuais para 48,5 p.p. Nas operações de empresas, passou de 11,0 pontos para 11,7 pontos.

O spread médio do crédito direcionado, com recursos da poupança e do BNDES, passou de 4,0 p.p. em agosto para 4,1 p.p. em setembro. O spread do crédito total, que inclui livre e direcionado, oscilou de 21,1 pontos para 21,6 pontos no período.

Endividamento

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro subiu de 49,9% em julho para 50,1% em agosto, informou o Banco Central nesta quinta-feira. O porcentual é o novo recorde da série do BC, já que o número estava oscilando entre 49,9%, o então nível mais alto da série, e 49,7% desde o início do ano.

Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 30,9% em julho para 31,0% em agosto.

O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu de 28,8% para 29,0%. Sem contar os empréstimos imobiliários, avançou de 26,5% para 26,7x% no mesmo período.