Segunda etapa do julgamento do caso Sérgio Lezan começa nesta segunda-feira em Joinville

Tribunal do Júri vai decidir a responsabilidade de dois réus apontados como executor e mandante do assassinato do policial militar da reserva e ex-secretário de Obras de Major Vieira

Por Da Redação da Agência Brasil

A segunda etapa do julgamento dos acusados pelo assassinato do policial militar da reserva e ex-secretário de Obras de Major Vieira, Sérgio Roberto Lezan, terá início na manhã desta segunda-feira (27), às 9h, no Fórum da comarca de Joinville.

Nesta fase do Tribunal do Júri, serão julgados Samuel de Carvalho e Luiz Alberto Benso, os dois últimos réus denunciados pelo Ministério Público no processo. Samuel é acusado de ter participado diretamente da execução do crime, enquanto Luiz Alberto Benso é apontado como um dos mandantes do homicídio, ao lado de Daniel Pereira.

Sérgio Lezan foi morto a tiros em 14 de junho de 2022, logo após deixar o Ginásio Municipal de Esportes de Major Vieira, onde trabalhava depois de ter deixado o cargo de secretário municipal de Obras.

A primeira etapa do julgamento foi realizada em 30 de junho deste ano. Na ocasião, Adriano Cordeiro, Daniel Pereira e Jânio da Silva foram condenados por participação no homicídio. As penas variam entre 12 anos e seis meses e 20 anos de prisão, todas em regime inicial fechado. O Conselho de Sentença reconheceu a participação dos três no crime e determinou o cumprimento imediato das condenações.

Inicialmente previsto para ocorrer em Canoinhas, o julgamento foi transferido para Joinville após pedido do Ministério Público, acolhido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A mudança foi motivada pela grande repercussão do caso em Major Vieira e na região do Planalto Norte, buscando garantir a imparcialidade dos jurados.

De acordo com a denúncia, Samuel de Carvalho teria pilotado a motocicleta utilizada na ação criminosa, enquanto Adriano Cordeiro foi o responsável pelos disparos que mataram Sérgio Lezan. Já Luiz Alberto Benso é acusado de ter dado apoio financeiro e material para a execução do crime. Conforme o Ministério Público, a motivação do homicídio estaria relacionada a um suposto sentimento de vingança.

Durante as investigações, o depoimento de Samuel foi considerado um dos principais elementos para o esclarecimento do caso. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter conduzido a motocicleta utilizada no crime, descreveu o planejamento da ação e apontou outros envolvidos. As informações prestadas foram confrontadas com imagens de câmeras de segurança, dados de telefonia e demais provas reunidas ao longo da investigação.

A defesa de Luiz Alberto Benso nega as acusações e sustenta que não há provas concretas que o liguem ao homicídio. Os advogados afirmam que o empresário mantinha apenas uma relação comercial com a vítima e que não existia qualquer motivo que justificasse o crime.

Com o julgamento marcado para esta segunda-feira, o Tribunal do Júri deverá definir a responsabilidade dos dois últimos acusados denunciados pelo Ministério Público em um dos casos criminais de maior repercussão da história recente de Major Vieira e do Planalto Norte catarinense.