Abrigo temporário foi montado para acolher animais retirados de áreas atingidas pela elevação do nível do rio; filhotes de gambá também receberam atendimento

Porto União recebeu, na última semana, suporte técnico da Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea Estadual), da Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), para auxiliar no acolhimento de animais afetados pelas últimas cheias do Rio Iguaçu. A ação foi acompanhada pela médica veterinária Mirna Marques.

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O município estruturou um abrigo temporário em uma antiga escola municipal, cedida à associação da comunidade do Quilômetro 13. O espaço foi preparado para receber cães e gatos retirados de áreas atingidas pela elevação do nível do rio.

Foram instalados espaços específicos para os cães e baias para os gatos. Algumas das estruturas receberam cortinas para ajudar a reduzir o estresse dos animais, especialmente daqueles mais assustados devido à situação provocada pelas enchentes.

Cerca de 100 animais foram resgatados
Durante a missão, a equipe acompanhou o resgate e o encaminhamento de aproximadamente 100 cães e gatos atingidos pelas cheias.

Entre os atendimentos esteve o caso de cães que ficaram sobre o telhado de uma casa inundada. A situação exigiu avaliação técnica para que a retirada dos animais fosse realizada com segurança.

Além dos animais domésticos, a equipe também atendeu quatro filhotes de gambá encontrados em Porto União. Como não havia médico veterinário especializado em fauna silvestre disponível no município, os animais foram encaminhados para Canoinhas e posteriormente deverão seguir para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Florianópolis.

Enquanto aguardam o encaminhamento, os filhotes recebem cuidados da médica veterinária Letícia Tresleb, incluindo alimentação em horários regulares e dieta específica.

Abrigo mantém cuidados diários
No espaço provisório, os animais recebem alimentação, limpeza e acompanhamento de saúde. Segundo a Semae, o município já havia realizado previamente o cadastro de famílias e animais que vivem em áreas sujeitas a alagamentos, o que contribuiu para agilizar os trabalhos de resgate.

A estrutura montada em Porto União é apontada como a primeira criada após a publicação do decreto de alerta climático relacionado ao El Niño em Santa Catarina. A medida permite a mobilização antecipada de órgãos estaduais para ações de prevenção, monitoramento e resposta diante de eventos climáticos extremos.

De acordo com a veterinária Mirna Marques, a experiência também contribui para organizar procedimentos que poderão ser utilizados em outras situações de emergência envolvendo animais.

A atuação da Dibea Estadual integra o apoio técnico prestado pelo Governo de Santa Catarina aos municípios durante situações de emergência e busca aprimorar os protocolos de atendimento a animais afetados por desastres climáticos.

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