Conselho de Sentença concluiu que não houve prova suficiente para ligar o réu ao homicídio

Júri absolve empresário em caso de homicídio

O Tribunal do Júri de Joinville absolveu, na terça-feira (28), o empresário Luiz Alberto Benso da acusação de ser o mandante do assassinato de Sérgio Roberto Lezan, ex-secretário de Obras de Major Vieira. Após a análise das provas apresentadas no julgamento, o Conselho de Sentença concluiu que não ficou comprovada a participação do réu no crime.

Defesa sustentou falta de provas

A decisão acolheu a principal tese apresentada pela defesa, que afirmou não haver elementos suficientes para demonstrar o envolvimento do empresário no homicídio. Segundo o advogado Cláudio Dalledone Júnior, a absolvição confirma, na visão dos defensores, o que as provas já indicavam desde o início do processo.

Com o resultado, encerra-se a análise da acusação de que Luiz Alberto Benso teria ordenado a execução da vítima. A defesa comemorou a sentença e reforçou que não existia mandante sem participação comprovada nos autos.

Condenação dos executores ocorreu antes

O julgamento em Joinville aconteceu cerca de um mês após a condenação dos três homens apontados pelo Ministério Público como executores do crime. Na ocasião, os jurados também rejeitaram a qualificadora de que o assassinato teria sido cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa.

Como ocorreu o crime

Sérgio Roberto Lezan foi assassinado na manhã de 14 de junho de 2022, em frente ao ginásio municipal de Major Vieira, no Planalto Norte de Santa Catarina. De acordo com as investigações, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta, e o passageiro efetuou diversos disparos contra a vítima.

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Lezan foi atingido na cabeça, no pescoço e nas costas, e morreu antes da chegada do socorro. O caso mobilizou a polícia e resultou na apuração sobre os autores dos disparos e sobre a eventual existência de um mandante.

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