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Phelipe Yank (Fotos: Teprodução Internet)
A vazão do rio teve redução gradual nesta sexta-feira, mas famílias ainda permanecem em abrigos e áreas seguem interditadas
Rio Negro começa a baixar após pico da enchente
Depois de ultrapassar a marca dos 8 metros, o rio Negro iniciou uma baixa nesta sexta-feira (4). Ao meio-dia, o nível estava em 8,075 metros, segundo o monitoramento da Copel, indicando uma redução lenta após a cheia registrada na região. O volume máximo desta enchente foi atingido às 21h de quinta-feira (3), quando o rio chegou a 8,135 metros.
Desde então, a curva passou a mostrar pequenas oscilações, com estabilidade durante a madrugada e queda mais consistente ao longo da manhã. Os primeiros sinais de recuo apareceram ainda nas primeiras horas do dia, quando o nível já havia começado a ceder de forma gradual.
Famílias seguem em abrigos e áreas ainda sofrem impactos
Apesar da melhora, a situação continua exigindo atenção em Mafra e Rio Negro. Ao todo, 32 famílias, reunindo 105 pessoas, permanecem acolhidas em abrigos por causa dos impactos provocados pela cheia do rio Negro e de seus reflexos em áreas urbanas e rurais.
Em Rio Negro, 12 famílias, somando 44 pessoas, seguem no Ginásio de Esportes José Müller. O município também registra mais de 120 desalojados e cerca de 40 casas atingidas, com os bairros Vila Paraná, Vila Paraíso e parte do Centro entre os mais afetados. Também houve alagamentos no Estação Nova, provocados pela cheia do rio Passa Três.
Mafra mantém assistência e monitoramento da situação
No interior, permanecem interdições na via da Maitaca, na estrada geral do Cunhupã, no Arroio do Veado e na divisa entre Rio Negro e Mafra, na região entre Lençol e Rio Preto. Em Mafra, 20 famílias, totalizando 61 pessoas, continuam em abrigos preventivos disponibilizados pelo município, distribuídas entre o ginásio do Cemma e a Escola Dr. Francisco Izabel.
As equipes seguem acompanhando o comportamento do rio e os pontos afetados pela enchente, já que o nível ainda permanece acima dos 8 metros. As famílias acolhidas recebem alimentação e assistência enquanto a Defesa Civil e os órgãos municipais monitoram a evolução do rio Negro. A expectativa é de que a redução gradual ajude a aliviar parte dos impactos, mas o cenário ainda deve seguir sob observação nas próximas horas.
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