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Defesa Civil de Canoinhas apresenta plano de contingência para possível enchente (Fotos: Joselito Beluk – Assessor de Comunicação Câmara de Vereadores)
Coordenador Adilson Bueno falou na Câmara o plano de contingência e afirmou que famílias em risco, pessoas acamadas, animais em áreas de risco já foram mapeadas
A possibilidade de uma nova enchente em Canoinhas mobilizou a Câmara de Vereadores nesta terça-feira (8). Convidado pelos parlamentares para prestar esclarecimentos, o coordenador municipal da Defesa Civil, Adilson Bueno, ocupou a tribuna e apresentou detalhes do plano de contingência preparado pelo município para enfrentar eventuais ocorrências provocadas pelas fortes chuvas previstas para os próximos dias.
Em tom de garantia, Bueno afirmou que a estrutura municipal está preparada para atuar diante de uma possível emergência. “Estamos prontos para o evento que vier”, declarou.
Segundo o coordenador, o plano de contingência e de ação foi reestruturado para tornar os procedimentos mais objetivos e eficientes. Entre as medidas adotadas está o mapeamento, realizado pela Secretaria de Ação Social, das famílias que possuem pessoas acamadas e vivem em áreas consideradas de risco. Esses moradores terão prioridade em uma eventual operação de retirada ou atendimento emergencial.
Comunicação será centralizada pela Prefeitura
Durante a sessão, os vereadores também questionaram como a população será informada sobre a evolução das condições climáticas e sobre possíveis áreas de risco. Bueno explicou que a divulgação oficial será centralizada pela Assessoria de Imprensa do Município, com informações distribuídas pelos canais oficiais da Prefeitura, incluindo site e redes sociais. A Defesa Civil também deverá disponibilizar um canal de WhatsApp para esclarecimento de dúvidas da população. A preocupação com o volume de chuva previsto também foi destacada pelo vereador Ivan Krauss.
“Não quero ser agourento, mas não podemos ser hipócritas. Há uma previsão de mais de 110 milímetros de chuva nos próximos dias”, alertou.
Defesa Civil orienta voluntários
O vereador André Flenik chamou atenção para outro ponto considerado fundamental: a organização das pessoas que desejam auxiliar nos trabalhos de emergência.
Flenik relembrou problemas registrados durante a enchente de 2023, quando veículos e máquinas utilizados nos resgates acabaram provocando situações de risco. Em um dos episódios citados, um caminhão teria enroscado na rede elétrica, enquanto o deslocamento de tratores provocou ondas que chegaram a quebrar vidraças.
Diante disso, o vereador questionou como moradores interessados em ajudar devem proceder.
Bueno explicou que a Defesa Civil possui um cadastro padrão para voluntários, no qual cada pessoa pode informar suas habilidades, condições e limitações. A partir dessas informações, os voluntários poderão ser chamados de acordo com as necessidades de uma eventual operação.
Este Link é para o cadastro de Novos Voluntários:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeRkjuGV9MlzA84hAju6v-2FUBzQd44qXQ_kFNh-4A-EoE2tw/viewform
E este segundo Link é para conhecer melhor cada voluntario, com o que gostaria de ajudar e demais informações:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfdtWmsObzxxUinkQrG_6ndqoUgInkAJrg0Vh47x8xhBd0Bgw/viewform
Lembrando que ambos os questionários devem ser preenchidos.
Dragagem do rio Canoinhas ainda depende de licenciamento
Outro tema que provocou questionamentos foi a prometida dragagem do rio Canoinhas. Flenik perguntou por que a obra ainda não foi iniciada, lembrando que o Governo do Estado anunciou recursos de aproximadamente R$ 13 milhões para a intervenção, com repasse previsto à Prefeitura de Três Barras.
De acordo com Adilson Bueno, a obra não depende apenas da previsão de enchentes ou da ocorrência do fenômeno El Niño. O projeto precisa cumprir uma série de exigências, principalmente ambientais, antes do início dos trabalhos.
“Mesmo com El Niño ou sem El Niño temos de seguir os mesmos ritos, principalmente na questão ambiental. Hoje o projeto está na parte de licenciamento”, explicou.
Segundo o coordenador, o volume de material que deverá ser retirado do leito do rio é expressivo. A estimativa é equivalente a cerca de 20 estádios de futebol em quantidade de material. Três Barras, responsável pela execução do projeto, estaria avaliando inclusive a aquisição de uma área para destinação desse material.
Bueno também afirmou que nenhuma das prefeituras recebeu até o momento recursos para a obra e que os trâmites documentais continuam em andamento.
A expectativa apresentada durante a sessão é de que os trabalhos possam começar somente no início de 2027, devido à complexidade da intervenção e aos procedimentos necessários para o licenciamento.
Vereadores defendem preparação para o pior cenário
A preocupação também chegou à área da educação. A vereadora Tati Carvalho questionou a possibilidade de adoção de aulas remotas caso estradas fiquem inacessíveis em razão das chuvas.
Ela chamou atenção especialmente para as dificuldades de acesso à internet enfrentadas por famílias que vivem no interior do município.
Ao longo da sessão, os vereadores reforçaram a necessidade de planejamento antecipado diante das previsões meteorológicas. “Temos de nos preparar para o pior. O que ouvimos é que podemos ter a maior enchente da história de Canoinhas”, destacou ela.
A participação do coordenador municipal da Defesa Civil, Adilson Buen serviu para apresentar à população as medidas que estão sendo adotadas pelo município e, ao mesmo tempo, evidenciar a preocupação do Legislativo com a capacidade de resposta diante de um possível cenário de emergência.
Com previsão de chuvas expressivas, a orientação é para que os moradores acompanhem exclusivamente os canais oficiais de informação e estejam atentos aos comunicados da Defesa Civil.
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