Sinais de celular ajudam buscas por helicóptero que desapareceu com Rick e outros tripulantes

A triangulação do sinal do celular de Rick passou a orientar as buscas na Serra Catarinense, enquanto o mau tempo dificulta o trabalho das equipes.

Por Redação:Tathiane Karine Hesse

Nova fase da operação

As buscas pelo helicóptero que transportava o cantor Rick Sollo, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto avançaram para uma nova etapa nesta terça-feira (22). O foco das equipes passou a ser o sinal do celular de Rick, além das dificuldades impostas pelo tempo na Serra Catarinense.

O aparelho voltou a emitir sinal por volta das 19h49 de segunda-feira (21), o que levou os responsáveis pela operação a usar a triangulação para tentar delimitar com mais precisão a área onde a aeronave pode estar. A técnica cruza dados de torres da região e ajuda a estimar a localização aproximada do telefone.

Área de busca foi reduzida

Com base nos registros de telefonia, os bombeiros passaram a trabalhar em uma faixa de cerca de 30 quilômetros. O trecho vai de Vacas Gordas, em Urubici, onde foi registrado o último ponto da aeronave, até a região do Morro Agudo.

Durante a madrugada, parte do esforço também se concentrou em pontos como Morro Chato e Santa Bárbara. As equipes seguem analisando os dados obtidos nas últimas horas para orientar o deslocamento em solo e evitar que a varredura se espalhe por uma área maior do que a necessária.

Clima segue como principal obstáculo

Apesar do avanço com o sinal do celular, o tempo continua sendo o maior desafio. A Serra Catarinense estava sob alerta vermelho da Defesa Civil, com previsão de chuva intensa, rajadas de vento de até 100 km/h e possibilidade de granizo.

As chuvas provocaram alagamentos e deixaram pontes submersas, o que dificultou o acesso das equipes por terra. A forte serração registrada na manhã desta terça-feira também prejudicou a visibilidade e interrompeu a busca aérea na região.

Trabalho em solo continua

Segundo os bombeiros, aeronaves como helicópteros da FAB e aviões de resgate não conseguem operar com segurança em cenário de baixa visibilidade. O uso de drones térmicos, que poderiam ajudar a localizar sinais de calor em áreas de mata fechada, também foi impactado pelas condições climáticas.

Mesmo com as restrições, mais de 20 bombeiros militares e comunitários seguem nas buscas, com apoio de sete viaturas de resgate e dois binômios com cães farejadores. A prioridade é localizar o helicóptero e as pessoas a bordo com segurança, enquanto a expectativa é de melhora no tempo para retomar o apoio aéreo.

Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro da aeronave. As autoridades também não relacionam oficialmente as condições meteorológicas à causa do desaparecimento.