Canoinhas leva cursos de processamento de carnes às comunidades rurais
A iniciativa ensinou técnicas práticas para o dia a dia no campo e abriu novas possibilidades para as famílias
Quem vive no interior conhece o valor de aprender algo que pode ser levado para dentro de casa e aproveitado na propriedade. Em setembro, moradores de diferentes localidades de Canoinhas participaram de cursos de processamento de carnes promovidos em parceria entre a prefeitura, por meio da Assistência Social Rural, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Canoinhas.
As capacitações chegaram às comunidades de Encruzilhada, com a participação de moradores também de Rio do Tigre, e Entre Rios. Os conteúdos foram definidos a partir de possibilidades práticas para a rotina das famílias rurais: aproveitamento dos alimentos, técnicas de processamento, conservação e produção de derivados.
Em Encruzilhada, o curso trabalhou o processamento de carnes suínas, com orientações sobre aproveitamento da carne, conservação e defumação. Já em Entre Rios, a capacitação foi voltada ao processamento de carne de frango, incluindo técnicas de higiene e manipulação, desossa, cortes, moagem e produção artesanal de embutidos e defumados, como linguiças, salames, hambúrgueres e frango recheado.
O secretário de Assistência Social, Vilson do Nascimento, explica que a Assistência Social Rural atua na organização e no acompanhamento das capacitações, aproximando as comunidades das oportunidades oferecidas pelo Senar e pelo Sindicato dos Produtores Rurais.
O trabalho também considera as características de cada localidade, levando as atividades para mais perto das famílias.
“Além de ampliar o conhecimento sobre o preparo dos alimentos, a proposta é mostrar possibilidades que podem ser aplicadas na própria propriedade e, eventualmente, contribuir para a geração de renda das famílias”, destaca a prefeita Zenilda Lemos.
Em Entre Rios, o curso de processamento de carne de frango foi o primeiro realizado na comunidade. As aulas tiveram apoio dos moradores Natiele Idalencio e Francisco José Correia, que cederam a própria casa para as atividades práticas e teóricas. “Foi muito melhor do que esperávamos. Nossa casa sempre estará aberta para novas oportunidades e cursos”, contou Natiele.
Para Jaqueline Fernandes Malakoski, moradora da comunidade, o conhecimento adquirido pode fazer diferença na rotina de quem vive no interior. “Tudo o que se aprende é útil para quem mora no interior. Não imaginava que dava para fazer tantas coisas com o frango”, relatou