"Vapor doce que mata": Saúde de Canoinhas alerta para os riscos do vape
Com sabores adocicados, aromas variados e aparência moderna, os cigarros eletrônicos despertam a curiosidade de crianças e adolescentes.
Para mostrar o que existe por trás dessa aparência, a Secretaria Municipal de Saúde de Canoinhas desenvolve o projeto “Não ao Vape: Vapor Doce que Mata!”, que já alcançou mais de 2,6 mil estudantes com ações educativas.
A iniciativa reúne as secretarias municipais de Saúde, Educação, Instituto Unimed SC, Coordenadoria Regional de Educação e instituições parceiras. O objetivo é levar informação às escolas, esclarecer dúvidas e preparar professores para conversar com os jovens sobre os riscos dos dispositivos eletrônicos para fumar.
O trabalho começou com a capacitação de mais de 50 profissionais de 20 instituições de ensino, entre escolas e universidades. A formação abordou a composição dos dispositivos, os efeitos da nicotina, a dependência e as estratégias de marketing que influenciam o consumo. Depois, os educadores levaram o conteúdo para as salas de aula.
Na segunda etapa, equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Unimed promoveram debates em cinco escolas públicas, envolvendo 326 estudantes. As conversas partiram de perguntas dos próprios adolescentes sobre os efeitos do vape, os riscos do uso ocasional e as dificuldades para abandonar a dependência.
Projeto destaque estadual
A ação contra o vape em Canoinhas ganhou repercussão estadual nesta semana. A experiência de Canoinhas foi apresentada nesta quarta-feira, 21, por Vivian Trevisani Gallotti, farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo, durante o III Seminário Estadual de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, promovido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), em Florianópolis.
O encontro reuniu experiências desenvolvidas na área de vigilância e prevenção em Santa Catarina. A apresentação permitiu compartilhar a estratégia adotada em Canoinhas, que aposta na formação de educadores e no diálogo com os estudantes para ampliar o acesso à informação.
“A nossa preocupação é que a aparência e os sabores dos dispositivos possam transmitir uma falsa sensação de segurança. A nicotina causa dependência e pode prejudicar o desenvolvimento cerebral na adolescência. O uso também está associado a problemas respiratórios e cardiovasculares, entre outros danos à saúde”, afirma Vivian.
O projeto terá continuidade em 2027, após a análise de questionários encaminhados às escolas para avaliar os resultados das atividades e orientar as próximas ações.